Imagem: Pinterest
Adoro conversar com as colegas do meu filho de sete anos. Aliás, adoro conversar com qualquer criança, não só como meus filhos. Isso porque vejo como elas vêem o mundo diferente dos meus filhos baseado na educação que elas recebem, nas experiências que elas vivem.
E nesse final das aulas, organizamos uma festa de despedida entre os colegas da turma do meu filho. Foi tudo mundo divertido, as crianças adoraram, e como tinha levado meu filho menor, fiquei a maior parte do tempo no playground, rodeada de crianças.
Em determinado momento, quando aquelas brincadeiras típicas de “meninos contra meninas” estava obviamente dando errado, uma delas veio até perto de mim e explicou para outra mãe que a brincadeira estava injusta porque as meninas eram mais frágeis que os meninos.
Eu então parei e falei com ela: Não se sinta mais frágil que os meninos. Vocês são exatamente iguais.
Ela me olhou e tenho certeza que passou na cabeça dela “quê que essa louca tá dizendo” ou “você só está dizendo isso porque você é mãe de um menino e quer que ele ganhe”!
Percebi que a conversa seria longa demais para o que ela estava disposta à ouvir e também pelo quanto eu teria de atenção para dar uma vez que meu pequeno já estava querendo subir nos brinquedos maiores.
Aí fui pensando nisso no caminho de casa. Já escrevi aqui na coluna Maternidade Insana sobre o questionamento do meu filho sobre “quem manda aqui em casa”. Vale a leitura aqui neste LINK para contextualizar. E pensei que essa igualdade entre os sexos seria algo que eu queria que meu filho não somente compreendesse, mas também replicasse isso em suas atitudes.
Como uma boa administradora de meia tigela que sou, acabei fazendo uma lista de outras coisas que eu quero que ele compreenda. Assim, poderia fazer um “check” e também poderia ir incluindo outros itens com o passar do tempo (PS: Aceito sugestões!):
Quando eu estiver passando dessa para melhor, quero ter muito orgulho do homem que ele vai ser e também quero ter tranquilidade que ele vai ser feliz sendo assim.
Eu sei que se mostrar essa lista para ele hoje, muito provavelmente ele não vai entender nada, assim como a coleguinha dele não entendeu que eu queria dizer que ela não deve se sentir inferior aos meninos.
Por isso acho a tarefa de educar ainda mais complexa e insana. É uma fórmula exata de estímulos e experiências que eles precisam viver. Se passar a dose de decepção, eles vão esperar menos da vida. Mas se passar da dose das vitórias, eles vão achar que tudo estará garantido.
Que eu tenha sempre itens à adicionar à esta lista, que eu aprenda junto com eles e que acreditemos sempre que no final, tudo ficará bem.
Paz.
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